6 de outubro de 2012

Foto extraída do Google
A imagem do Nordeste passou por um processo de construção, que atendia os interesses econômicos das elites nordestinas e interesses de grupos agrários e industriais de São Paulo (PAIVA, 2004). A representação do Nordeste associada ao atraso, à pobreza, à miséria, e na outra ponta, o Sudeste, que representava o motor da economia, a imagem da modernidade, camuflou a dinâmica regional que permite a compreensão da mobilidade dos nordestinos para São Paulo. O entendimento dessa presença maciça na metrópole só é possível quando estudamos o processo de formação econômica do espaço brasileiro e a reprodução ampliada do capital.

Tanto a compreensão das áreas de expulsão desses migrantes quanto da área de atração faz parte do mesmo processo. Para desvendá-lo, seguimos os passos de Oliveira (1981), sob a ótica da divisão regional do trabalho e criticando o conceito dos “desequilíbrios regionais”. A “região” é fundamentada na especificidade da reprodução do capital. Há

(…) uma tendência para a completa homogeneização da reprodução do capital e de suas formas, sob a égide do processo de concentração e centralização do capital, que acabaria por fazer desaparecer as “regiões”, no sentido proposto por essa investigação. Tal tendência quase nunca chega a materializar-se de forma completa e acabada, pelo próprio fato de que o processo de reprodução do capital é por definição desigual e combinado, (…) (OLIVEIRA, 1981, p. 27).

A Segunda Guerra Mundial interrompe as importações de produtos e a indústria paulista inicia um processo de substituição de importações, passando a produzir no estado os produtos até então importados. O processo intensifica-se no governo de Juscelino Kubitschek, que lança as bases da indústria automotiva no ABC paulista.

Para suprir a mão-de-obra necessária, o estado passa a receber milhões de nordestinos, vindos principalmente dos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco e Paraíba, que substituem os antigos imigrantes, agora compondo a classe média paulista, como operários. Estes se fixam principalmente na periferia de São Paulo e nas cidades vizinhas. Este rápido aumento populacional promove um processo de metropolização, onde São Paulo se aglomera com as cidades vizinhas, formando a Região Metropolitana de São Paulo.

Em 1960, a cidade de São Paulo torna-se a maior cidade brasileira e principal pólo econômico do país, superando o Rio de Janeiro. Este título de maior cidade brasileira deve-se a um número maior de migrantes que escolhiam vir para São Paulo (como citado acima).

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%c3%A3o_Paulo
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Um comentário:

  1. Os nordestinos tem uma grande parcela do desenvolvimento de São Paulo..

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