27 de abril de 2011

História da primeira micareta do Brasil

“Alegria de todas as tribos”, a primeira Micareta do Brasil completa 74 anos trilhando pela folia em Feira de Santana. A festa momesca, sempre revitalizada, reflete a tradição polarizada na miscigenação de raças e idades que se encontram na mais autêntica manifestação popular de linguagem universal, traduzida em pura expressão corporal, músicas e ritmos que encantam pessoas de todos os cantos.

Criada em 1937 por um grupo de feirenses inconformados pelo cancelamento do Carnaval nesta cidade, em função de fortes chuvas, a festa vem atraindo um número cada vez maior de adeptos, até se tornar em uma das maiores manifestações populares do gênero no país.

Ao longo das sete décadas de criada, estaria completando este ano 74 edições, se não tivesse sido suspensa por duas ocasiões distintas. A primeira pela Segunda Guerra Mundial, da qual alguns soldados feirenses também participaram, e a outra em 1966, em função da Revolução. Sendo assim, neste ano, a 72ª edição da Micareta.

A festa teve o nome derivado de outra de origem francesa, a Mi-carême. Com características bem peculiares, se tornou o Carnaval fora de época que desde os anos 90 passou também a ser promovida em diversas outras cidades brasileiras e até do exterior, como Miami, nos Estados Unidos, motivadas pelo sucesso contagiante.

A revitalização, ano após ano, tem sido a marca que garante o sucesso da festa, que em 2011 ocorre no período de 28 de abril a 1º de maio. Assim, a Micareta migrou, gradativamente, passando pela rua Conselheiro Franco, praças da Bandeira e João Pedreira, rua Monsenhor Tertuliano Carneiro, avenida Senhor dos Passos e avenida Getúlio Vargas, até ser transferida para a avenida Presidente Dutra, atual Circuito Maneca Ferreira, à medida que ganhava mais corpo, atraindo multidões de foliões.

Para abrigar e animar tanta gente, o Circuito Maneca Ferreira - homenagem a um dos criadores da festa - vem sendo profissionalizado, ganhando a cada dia uma nova estrutura. Já no ponto de concentração dos trios e blocos, o Point Universitário, congregando as mais diversas tribos, principalmente de jovens e estudantes, em animados barracões de diversos cursos.

Também tem o corredor dos camarotes, onde a folia fervilha em pura animação, e o espaço reservado para a inclusão social, com o camarote dos portadores de cuidados especiais. Ainda no circuito, as arquibancadas, uma opção para quem quer brincar em local mais sossegado e com opção de ficar sempre sentado.

Toda esta estrutura fervilha ao som e ritmo das principais atrações que fazem a cabeça dos foliões pela Bahia e nos grandes centros urbanos do país. E também tem como opções os circuitos alternativos, com a expansão da Micareta para os bairros do Tomba e da Rua Nova.

Quem quer curtir as manifestações culturais de origem afro pode apreciar o desfile de blocos, afoxés e escolas de samba pelo Circuito Quilombola, na avenida João Durval Carneiro, próximo ao circuito principal.

Já crianças e pessoas na terceira idade têm uma opção diferente, bem mais tranquila e cheia de saudosismo, no Espaço Charles Albert, montado na praça da Kalilândia. Pela tarde, a animação é para as crianças, com muita brincadeira e músicas de tema infantil. Já à noite, é hora de relembrar os antigos carnavais, as tradicionais marchinhas.
Fonte:www.feiradesantana.ba.gov.br
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