21 de maio de 2012

Imagem extraída do Google
Pequizeiro está na relação das espécies com risco de extinção. Rico em vitaminas A, B e C, cálcio, fósforo, ferro e cobre, o fruto do pequizeiro (Caryocar brasiliense), árvore característica dos cerrados brasileiros é, dentre as espécies dessas regiões, uma das mais importantes economicamente, além de fazer parte da sua paisagem típica.
Contudo, apesar da sua importância nutricional e econômica, o pequi ainda não recebeu a devida atenção dos ambientalistas, agricultores e pecuaristas. Com a expansão acelerada da agricultura e da pecuária nas regiões de cerrado, nos últimos vinte anos, os pequizeiro vêm sendo derrubados sistematicamente correndo sério risco de extinção, principalmente na região Centro-Oeste.
Caryocar brasilienseA família do pequizeiro tem apenas dois gêneros: Caryocar e Anthodiscus. O Caryocar abrange quinze espécies, destacando-se o Caryocar brasiliense, o C, coreaceo, o pequi do norte da Bahia, Tocantins, sul do Maranhão e Piauí, o C, villosum, ou pequiá, e o C. glabrum, ou pequirana, que ocorrem no Amazonas; o C, nuciferum das Guianas, e o C. amygdaliferum, da Colômbio e Peru.
O Caryocar brasiliense – ao contrário do C. villosum, árvore frondosa da Amazônia, com até 50 metros de altura – tem porte mediano, embora seja uma das árvores mais altas dos cerrados, podendo chegar até 10 metros; produz frutos redondos, aproximadamente do tamanho de uma laranja, com casca esverdeada e um caroço espinhoso e tenro, cuja amêndoa se come crua ou assada.
Caryocar brasilienseCautela e um pouco de prática são recomendadas para consumir o fruto do pequi, palavra indígena que significa “casca espinhenta”, pois quem não sabe consumi-lo pode ficar com a língua e a boca cheias de espinhos. O seu caroço é revistido naturalmente de centenas de milhares de minúsculos espinhos e, por esse motivo óbvio, não pode ser mordido, principalmente pelos iniciantes. Contudo, depois de certa prática, não há nenhum risco para os degustadores.
O pequi é de fundamental importância na alimentação das populações do interior de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Distrito Federal e Minas Gerais, além de outros estados, onde o consumo é menor.
A massa que envolve as sementes é amarelada, pastosa, farinácea, oleaginosa e rica também em proteínas. Além de fornecer óleo comestível, o pequi é utilizado como condimento no preparo de arroz, carne, feijão e outros pratos. A polpa é ainda empregada na fabricação de licores e sabão caseiro. As amêndoas fornecem óleo para os mais diversos fins, e a madeira – infelizmente, o que tem contribuído para acelerar a devastação dessa espécie – é usada para a fabricação de móveis, caixas, dormentes, mourões, postes etc. A entrecasca produz ainda uma tintura castanho-escura de ótima qualidade, utilizada na produção de artigos de artesanato.
O pequi tem ainda emprego medicinal, como a Emulsão do Pequi e o Pequiodeo, aplicado no tratamento de todas as doenças do aparelho respiratório e definhamento orgânico, além de restaurador das energias e tônico, mesmo puro, ingerido na dose de uma colher de café, duas ou três vezes ao dia, durante as principais refeições, com base no senso comum das populações interioranas.
O pequizeiro floresce geralmente entre setembro e novembro e frutifica de dezembro a abril. Em cerrados, normalmente roçados para facilitar a pastagem do gado, encontram-se exemplares pequenos, com 1 metro de altura, carregados de flores em épocas fora do tempo normal de floração, quando há veranicos, no período de janeiro.
Sua produção não é estável. Em anos de muita chuva, produz pouco; ao contrário, nos de seca a produção é maior. Tanto que nas regiões interioranas existe um adágio popular muito conhecido: “ano de pequi, ano de crise”. A chuva derruba as flores antes da fecundação, o que reduz a produção. Os frutos geralmente têm uma semente, mas podem vir com até quatro. Quando maduros caem e estão prontos para o consumo. Se colhidos verdes não têm o seu sabor característico. Um pequizeiro pode produzir até 6000 frutos numa estação.
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