6 de outubro de 2015

Segure a arma, o bacamarte é esta arte 
De saber fazer um tiro 
De ilusão e tradição 
Bacarmateiro, eu quero o coiçe deste tiro 
Só assim eu sei que tiro 
Tanta dor do meu viver 
Um passo à frente que a mistura apura o grito 
Carrega o fogo, que tem fogo pra brincar 
Bacarmateiro, vê se acerta o meu destino...

Luiz gonzaga -  Os bacamarteiro 

Bacamarte é uma arma de fogo, de cano curto e largo, também conhecida como granadeira, reiuna, reuna ou riuna, principalmente, no Nordeste brasileiro. As granadeiras ou bacamartes que serviram na Guerra do Paraguai, em 1865, foram modificadas para que as armas se adaptassem ao uso dos bacamarteiros nas festas do interior de Pernambuco. Desde os fins do século XIX, grupos de bacamarteiros se exibem durante as festas juninas.
De um modo geral, o folguedo se constitui de homens e em alguns batalhoes a presença de mulheres portando bacamarte, que são disparados com cargas de pólvora seca, em homenagem aos santos padroeiros ou em cerimônias cívicas e políticas.


A forma como os bacamarteiros se agrupam é bastante primitiva. Não há formalidades ou regulamentos. Só é necessário possuir um bacamarte, obedecer ao sargento e saber manejar a arma. A sanfona de 8 baixos, o triângulo, o zabumba de couro curtido e a banda de pífano, acompanham os bacamarteiros ao som de uma melodia de xaxado, que é acelerada nos desfiles ou lenta nas evoluções, na apresentação das armas, na frente das Igrejas e antes do início das salvas. 





O vestuário compõe-se de roupa de zuarte (algodão azul), lenço no pescoço, chapéu de couro, alpargatas e cartucheiras de flandre. 
Os bacamarteiros oriundos dos brejos, usam chapéus de abas largas, quebrado na frente, enfeitados com flores silvestres. Eles também colocam flores nos canos das armas. 
Os comandantes exibem estrelas nos ombros e nos chapéus como símbolo de comando. Mesmo Caruaru sendo considerado o maior pólo de bacamarteiros no Estado, existem também grupos em outros municípios pernambucanos como Cabo, Limoeiro, Belo Jardim e Bonito.

Fonte: GASPAR, Lúcia. Bacamarteiros. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar>. 

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