13 de julho de 2017

Cantador Pobre

Luiz Gonzaga

"Eu como cantador pobre, sabia que a cidade grande não ia me dar oportunidade, então eu gravava meus discos e ia procurar o meu público lá nos matos. Nos estados longínquos. Esse povo vinha me ouvir e as praças ficavam cheias. Eu arranjava patrocinadores no local e, às vezes, levava patrocinador do sul que tinha pretensões no Nordeste. Me davam cartazes. Eu cantava na praça pública, nos coretos, nos circos e até nos quartéis. Eu chegava nas cidades do interior com os meus discos, cantava na praça pública, vendia o meu peixe. Foi sempre no Nordeste que eu me arrumei.
O ritmo
Luiz Gonzaga
"O ritmo que o cantador aplicava à viola, a introdução que era feita para entrar na cantoria, chamava-se baião, e eu achava aquela mistura ritmo-melódica interessante. E começamos a desenvolver nossos temas, eu achei que o baião era a pedida certa.

Olha Pro Céu
Luiz Gonzaga
"Olha pro céu, meu amor vê como ele está lindo, olha praquele balão multicor como no céu vai sumindo. Foi numa noite, igual a esta que tu me deste o coração, o céu estava, assim em festa pois era noite de São João. Havia balões no ar, xote, baião no salão e no terreiro o teu olhar, que incendiou meu coração!
Pão Duro
Luiz Gonzaga
"Não conto anedota porque não convém, a alegria que eu tenho não dou a ninguém 
Morena Bela
Luiz Gonzaga
"Pelo tamanho do copo se conhece o bebedor; pelo roncado do fole se conhece o tocador.


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